Golpe do Ozemp Slym do Dr Fabio Roberto
Alerta: consumidores denunciam ameaças, pressão psicológica e propaganda enganosa envolvendo o produto OzenpSlym
Anúncios no Facebook, falsas promessas de emagrecimento, supostos especialistas e ameaças via WhatsApp. Consumidores relatam uma série de problemas após demonstrarem interesse no produto OzenpSlym.
Nos últimos meses, diversas reclamações publicadas na internet têm levantado dúvidas sobre a forma como o produto para emagrecimento OzenpSlym vem sendo divulgado e comercializado.
Relatos encontrados em plataformas de defesa do consumidor apontam que algumas pessoas afirmam ter sido atraídas por anúncios nas redes sociais prometendo perda rápida de peso, acompanhamento especializado e resultados considerados difíceis de alcançar. Após o contato inicial, consumidores relatam que passaram a receber mensagens insistentes pelo WhatsApp e, em alguns casos, até ameaças relacionadas à supostas cobranças.
Como funciona o suposto esquema relatado por consumidores
Segundo relatos reunidos por nossa equipe, o processo geralmente começa através de anúncios patrocinados no Facebook e Instagram.
A propaganda costuma apresentar:
- Promessas de emagrecimento acelerado;
- Imagens de pessoas usando jaleco;
- Depoimentos de supostos pacientes;
- Garantias de resultados;
- Oferta limitada com desconto.
Após clicar no anúncio, a pessoa é direcionada para uma conversa que simula um atendimento personalizado.
Em diversos relatos, consumidores afirmam que os atendentes tentam conduzir rapidamente a venda, criando um senso de urgência para que o pagamento seja feito imediatamente.
Ameaças envolvendo SPC e Serasa
O ponto mais preocupante dos relatos encontrados envolve supostas ameaças enviadas por WhatsApp.
Segundo consumidores, após demonstrarem interesse ou iniciarem uma conversa, alguns atendentes afirmariam que a pessoa estaria obrigada a concluir a compra porque teria "aceitado um contrato" durante o atendimento.
Em determinados casos, os consumidores relatam que foram informados de que seus nomes seriam enviados para órgãos de proteção ao crédito como SPC e Serasa caso desistissem da compra. Outros afirmam ter recebido áudios intimidatórios pressionando pelo pagamento via Pix. Não foram encontradas evidências públicas de que tais cobranças tenham base legal.
Especialistas alertam
Pelo Código de Defesa do Consumidor, apenas conversar com um vendedor ou clicar em um botão durante uma conversa não gera automaticamente uma dívida legítima.
Para que exista uma cobrança válida normalmente é necessário haver contratação efetiva, comprovação da compra e cumprimento dos requisitos legais aplicáveis.
Imagem de médico gera desconfiança
Outro ponto que chama atenção é o uso de imagens de supostos profissionais da saúde nas campanhas de divulgação.
Consumidores relatam suspeitas de que algumas fotografias utilizadas na publicidade possam não representar profissionais reais ou possam ter sido criadas ou manipuladas digitalmente.
Em uma reclamação pública, uma consumidora afirma ter sido convencida por alguém apresentado como médico responsável pelo acompanhamento do tratamento, mas posteriormente considerou ter sido enganada pelas promessas apresentadas.
Reclamações sobre resultados e reembolso
Além das denúncias relacionadas ao atendimento, existem diversas reclamações públicas envolvendo:
- Promessas consideradas exageradas;
- Falta de acompanhamento prometido;
- Dificuldade para contato após a venda;
- Problemas para solicitar reembolso;
- Alegações de propaganda enganosa.
Entre os relatos encontrados, consumidores afirmam não ter obtido os resultados prometidos e reclamam da dificuldade de obter suporte após a compra.
Golpes em anúncios do Facebook preocupam autoridades
O caso também chama atenção porque segue um padrão observado em diversos golpes online que utilizam anúncios patrocinados em redes sociais para alcançar um grande número de pessoas.
Autoridades brasileiras já determinaram ações contra anúncios fraudulentos veiculados no Facebook em diferentes ocasiões, especialmente quando envolvem promessas enganosas ou tentativas de obter pagamentos indevidos via Pix.
O que fazer se você receber ameaças pelo WhatsApp
Caso alguém tente pressionar você a realizar um pagamento alegando que seu nome será negativado ou enviado ao SPC, especialistas recomendam:
- Não realizar pagamentos por medo.
- Solicitar contrato e documentação formal.
- Salvar prints, áudios e mensagens.
- Registrar boletim de ocorrência se houver ameaças.
- Procurar o Procon de sua cidade.
- Registrar reclamação em plataformas de defesa do consumidor.
- Bloquear o contato caso as mensagens sejam abusivas.
Nossa conclusão
Os relatos encontrados sobre o OzenpSlym acendem um alerta importante para consumidores, principalmente idosos e pessoas mais vulneráveis a técnicas de pressão psicológica.
Antes de comprar qualquer produto anunciado em redes sociais:
- Pesquise o nome da empresa;
- Leia reclamações de outros consumidores;
- Desconfie de promessas milagrosas;
- Nunca faça Pix por pressão;
- Não acredite em ameaças envolvendo SPC ou Serasa sem documentação formal.
Se você passou por situação semelhante, procure orientação jurídica e registre a ocorrência nos órgãos competentes.





0 Comentários